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8 DE MARÇO – DIA INTERNACIONAL DA MULHER

São diversas as desigualdades existentes na sociedade brasileira. Uma das mais evidentes refere-se às relações de gênero, menos relacionada à questão econômica e mais ao ponto de vista cultural e social, constituindo, a partir daí, as representações sociais sobre a participação da mulher dentro de espaços variados, seja na família, na escola, igreja, nos movimentos sociais, enfim, na vida em sociedade. A verdade é que o espaço da mulher evoluiu, e muito.

O mundo anda apostando em valores femininos, como a capacidade de trabalho em equipe contra o antigo individualismo, a persuasão em oposição ao autoritarismo,a cooperação no lugar da competição.

As mulheres ocupam postos nos tribunais superiores, nos ministérios, no topo de grandes empresas, em organizações de pesquisa de tecnologia de ponta. Pilotam jatos, trens, comandam tropas e até perfuram poços de petróleo.

No mundo in­teiro, as mu­lheres têm sido pro­ta­go­nistas de lutas im­por­tantes e ne­ces­sá­rias para a con­quista de di­reitos, contra o ma­chismo e os ata­ques do ne­o­li­be­ra­lismo. Em 2016, as mu­lheres po­lo­nesas pro­ta­go­ni­zaram uma greve geral pelo di­reito ao aborto; na Is­lândia, o pro­testo foi pela igual­dade sa­la­rial; na Ar­gen­tina – e em ou­tros países la­tino-ame­ri­canos, como o Brasil -, as mu­lheres pro­tes­taram contra o fe­mi­ni­cídio (quando se mata uma mu­lher por ra­zões da con­dição do sexo fe­mi­nino) e pro­ta­go­ni­zaram uma pa­ra­li­sação por uma hora.

Nesse 8 de março, no Brasil, não foi diferente e os movimentos feministas continuaram com as manifestações. Além da luta contra todos os tipos de vi­o­lência que in­cidem sobre as mu­lheres, elas lutam também em de­fesa dos seus di­reitos e contra os ata­ques em curso no Con­gresso Na­ci­onal, es­pe­ci­al­mente as con­trar­re­formas da Pre­vi­dência e Tra­ba­lhista. A con­trar­re­forma da Pre­vi­dência, que tra­mita como Pro­posta de Emenda à Cons­ti­tuição (PEC) 287/16, pre­tende igualar o tempo de con­tri­buição de ho­mens e mu­lheres, ig­no­rando o fato de que mu­lheres re­a­lizam dupla e até tripla jor­nada de tra­balho. Eles e elas só po­derão se apo­sentar com, no mí­nimo, 65 anos de idade e 25 de con­tri­buição.
Já a con­trar­re­forma Tra­ba­lhista, Pro­jeto de Lei (PL) 6.787/16, que prevê re­gras de con­tratos tem­po­rá­rios de tra­balho e pri­o­riza o ne­go­ciado sobre o le­gis­lado em re­lação a al­guns di­reitos (in­clu­sive os con­tidos na Con­so­li­dação das Leis do Tra­balho), terá graves con­sequên­cias às mu­lheres, uma vez que per­mite a jor­nada de tra­balho por até 220 horas men­sais, abrindo a pos­si­bi­li­dade de turnos de 12 horas por dia.

Para esse Dia Internacional da Mulher, o SINDIFERRO homenageia a “eterna” primeira dama do Brasil,dona Marisa Letícia, que faleceu no dia 3 de fevereiro de 2017, em razão de complicações causadas por um AVC hemorrágico.



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