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César Borges é o novo ministro dos Transportes

Em mais uma operação para obter apoio à campanha do segundo mandato, a presidente Dilma Rousseff cedeu ao comando do PR e trocou o titular do Ministério dos Transportes. O novo ministro é o ex-governador baiano César Borges, que ocupava a vice-presidência de governo do Banco do Brasil.

Ex-carlista que aderiu ao projeto do PT, Borges substitui Paulo Sérgio Passos – também baiano e filiado ao PR -, que assumiu o Transportes não por indicação do partido, mas da presidente Dilma Rousseff, no rastro da “faxina” administrativa promovida no primeiro ano do governo, em julho de 2011.

De São Paulo, onde foi o entrevistado, na segunda-feira, 1º, do programa Roda Viva, da TV Cultura, o governador Jaques Wagner (PT) postou em seu twiteer oficial que recebia com satisfação a participação de mais um baiano no ministério de Dilma.

De acordo com Wagner “a presença do ex-governador e ex-senador César Borges no Ministério dos Transportes fortalece a posição da Bahia junto ao governo federal”.

O governador também registrou a importância do PR na aliança governista, já que desde 2011 o partido tenta reassumir o comando do ministério. “O PR é um aliado importante do nosso projeto e também sai fortalecido com essa decisão”, disse Wagner.

Acordo – A presidente Dilma resistiu o quanto pôde a trocar Passos. Depois de uma “novela” que durou mais de dois meses, porém, ela avisou o senador Alfredo Nascimento (AM), presidente do PR e ex-ministro dos Transportes, que só aceitaria a substituição se o escolhido fosse César Borges.

Apesar dos protestos da bancada na Câmara, que queria a indicação de um deputado federal, o ex-ministro Nascimento – que fora defenestrado dos Transportes em meio a denúncias de corrupção na pasta – fechou acordo com Dilma, provocando um racha no partido.

Caso não fosse contemplada, a direção do PR ameaçava apoiar o governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), possível adversário de Dilma, em 2014. Mas nesta segunda, Dilma se reuniu com Borges e Nascimento, no Palácio do Planalto, e selou a mudança.

O ex-governador e ex-senador baiano ficou apenas dez meses na vice-presidência do Banco do Brasil. Agora, ele terá a missão de unir o partido para a campanha da reeleição. O PR tem a oferecer a Dilma um dote de 1 minuto e 10 segundos por bloco, na propaganda política.

Na oposição – Na Bahia, o PR fez oposição cerrada ao governo Jaques Wagner até o ano passado, quando apoiou a candidatura do petista Nelson Pelegrino à Prefeitura de Salvador, e na Assembleia Legislativa do Estado a bancada ainda se mantém dividida.

Mas a nomeação de César Borges para o Ministério dos Transportes teve a aprovação de governistas e oposicionistas. O presidente da Assembleia, deputado Marcelo Nilo (PDT), disse que ficou feliz com a indicação de Borges.

“O importante é que ele é hoje um aliado do governador”, registrou Nilo. O ex-ministro Geddel Vieira Lima (PMDB) escreveu no twitter: “Quem sabe a Bahia volta por ele a ter prestigio nacional”.

Já o líder da oposição na Assembleia Legislativa, deputado Elmar Nascimento, que é do PR, elogiou a escolha da presidente Dilma, mas frisou que a bancada continua, na Bahia, “majoritariamente na oposição”. Borges no ministério, disse Nascimento, surge, agora, como um nome forte para a disputa de 2014.

 

Fonte: A TARDE



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