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Ferrovias terão R$ 16 bi até 2015

Os investimentos das concessionárias de ferrovia no país deverão atingir o recorde de R$ 5 bilhões neste exercício, contra os R$ 4,901 bilhões registrados no ano passado. Já no período entre 2013 e 2015 os aportes deverão somar R$ 16 bilhões, sendo estimados outros R$ 5 bilhões para 2014 e R$ 6 bilhões para 2015. As perspectivas levam em conta a média aportada nos últimos exercícios e acompanham o ritmo do setor, que vem crescendo ano a ano.

As informações são do presidente-executivo da Associação Nacional dos Transportadores Ferroviários (ANTF), Rodrigo Vilaça, que destacou os esforços das concessionárias desde que o programa de concessões das malhas da rede ferroviária brasileira foi iniciado, em 1997. Segundo ele, os investimentos recebidos pelo setor ao longo do período foram direcionados à aplicação de novas tecnologias, capacitação profissional, compra e reforma de locomotivas e vagões, melhoria das operações ferroviárias e recuperação da malha existente.

“As inversões no setor totalizaram R$ 34,88 bilhões entre 1997 e 2012. Deste total, R$ 1,48 bilhão foi aplicado pela União e R$ 33,4 bilhões pelas concessionárias. Já para os próximos anos, enquanto a previsão é de que as empresas invistam R$ 16 bilhões, os recursos da União deverão totalizar algo em torno de R$ 350 milhões”, destaca.

As inversões privadas previstas para este exercício – em modernização, recuperação e aumento da capacidade da malha – são 2% superiores às registradas em 2012, quando elas totalizaram R$ 4,9 bilhões. O balanço do segmento ferroviário foi divulgado ontem pela entidade, na cidade de São Paulo.

Serviços – Vilaça lembra que além dos próprios investimentos na melhoria da infraestrutura para a prestação de serviços, em 2012 as ferrovias recolheram aos cofres públicos R$ 1,58 bilhão, dos quais R$ 639,3 milhões referiram-se ao pagamento de parcelas das concessões e arrendamento da malha, e R$ 637,4 milhões ao pagamento da Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide) sobre as operações ferroviárias.

 Em 2012, a prestação do serviço de transporte ferroviário de cargas totalizou 297,7 bilhões de TKU (toneladas-quilômetros úteis). A quantidade é 2,5% maior do que a observada no ano anterior, quando foram registrados 290,5 bilhões de TKU. O presidente-executivo da ANTF lembrou que no mesmo período, o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro cresceu apenas 0,9%.

Quando considerada a movimentação de cargas, mesmo com a queda nas exportações, o índice foi 1,3% maior em 2012 frente a 2011, passando de 475 para 481 milhões de toneladas transportadas. “Foi feito o que tinha que ser feito, dentro da conjuntura, com a economia internacional oscilando e o mercado interno apresentando alguns tropeços. O desempenho do setor só não foi além em função da infraestrutura, que ainda é precária, e dos gargalos que ainda enfrenta. Foi um ano bom e 2013 tende a ser ainda melhor”, avalia.

Positivo – Entre os fatores que irão impulsionar o setor ao longo deste exercício, conforme Vilaça, está o transporte de minério de ferro e carvão mineral, que responderam por aproximadamente 76% do volume carregado em 2012. Em relação às perspectivas para o setor, Vilaça afirma que o cenário atual é positivo e o crescimento será mantido. “A economia internacional, por exemplo, já começa a apresentar recuperação”, diz.

Ele lembra ainda que o desempenho das ferrovias de cargas também gera um impacto positivo direto na indústria de equipamentos ferroviários. Neste sentido, vale citar que nos 16 anos de concessão, a frota de locomotivas e vagões em operação nas ferrovias brasileiras cresceu 116,5%. Em 1997, havia 1.154 locomotivas e 43.816 vagões em atividade. No ano passado, o número de locomotivas subiu para 3.102 e o de vagões para 94.271.

 “Todas as concessionárias têm investido em tecnologias e inovações, bem como em material rodante de última geração. A exemplo das sete locomotivas de cremalheira (utilizadas em trechos com grandes declives) que a MRS foi buscar no exterior no ano passado, mediante aportes da ordem de R$ 120 milhões”.

 (Fonte: Diário do Comércio)



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