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Licença para o metrô na Avenida Paralela é concedida

Após descerem do palanque, e deixarem de lado as ideologias partidárias, o governador Rui Costa (PT) e o prefeito ACM Neto (DEM) deram os primeiros sinais de aproximação em prol da população soteropolitana, selando acordos de obras e ações que serão desenvolvidas na capital baiana. Horas após a reunião que sacramentou a parceria dos políticos, ocorrida na última sexta-feira, na Governadoria, o secretário municipal de Urbanismo, Silvio Pinheiro, concedeu a Licença Ambiental Unificada para dar início às obras do metrô de Salvador.

Publicada no Diário Oficial do Município (DOM), a portaria para a Companhia do Metrô da Bahia (CTB) terá validade de três anos e dá a licença das obras do metrô de Salvador na Avenida Paralela, que chegará até o município de Lauro de Freitas.
Conforme a publicação, a concessão será  “para implantação e funcionamento dos Terminais de Integração de modais de transporte localizados no Acesso Norte e no Bonocô, e que compõem as Linhas 1 e 2 do Sistema Metroviário de Salvador a Lauro de Freitas”. A concessão da licença estava atrasada desde o ano passado, e por esse motivo, governador da Bahia e prefeito de Salvador resolveram se reunir. Encontro este que rendeu outras conversas e acordos.

Para petistas, a “parceria” entre Rui, conhecido como “Correria”, e Neto, apelidado de “Rapidez”, é uma sinalização que daqui para frente ambos deixarão de lado as “picuinhas” da eleição para trabalhar  juntos, sem impedimentos políticos, como tem ocorrido ao longo dos últimos anos. “Rui tem feito o que Wagner também fez. Pensar na população de Salvador”, declarou um filiado do PT.

Segundo o secretário municipal Silvio Pinheiro, os próximos passos serão analisar as formas de diminuir o impacto no canteiro central da Avenida Paralela, parque linear da cidade. Entre as principais preocupações da Sucom e da CCR, responsável pela administração do metrô, é que o canteiro da Avenida não sofra intervenção como a ocorrida no canteiro central da Avenida Bonocô, cuja construção suspensa é considerada por arquitetos e urbanistas como um verdadeiro “trambolho”.

A obra vai melhorar e ampliar os recursos destinados à mobilidade na capital baiana, tendo investimento aproximado (Linha 1 e Linha 2) de R$ 3,6 bilhões, por meio de Parceria Público-Privada (PPP) com a CCR Bahia. De acordo com o governo do Estado, a construção  neste trecho  irá gerar cerca de sete mil empregos, podendo chegar a nove mil no período de pico da sobras.  Serão pelo menos dez estações até o Aeroporto Internacional de Salvador, em Lauro.

Não só a obra do metrô foi o tema da reunião na última sexta. Outras áreas começaram a ser discutidas entre os gestores. Segundo o prefeito ACM Neto, a expectativa é boa. “Conversamos sobre os vários assuntos em comum do prefeito e do governador que é o interesse da população de Salvador na Mobilidade Urbana, sobre o metrô, o VLT, as obras viárias, conversamos sobre a saúde e a educação”, disse, logo após a reunião.

Nesse cenário de parceria, é esperada ainda a atuação conjunta entre técnicos do governo e da prefeitura para melhorar o transporte público em Salvador. Segundo Pinheiro, está prevista para as próximas semanas reunião para discutir a integração do sistema de ônibus com o do Metrô.

Durante essas reuniões, também será definido o valor da tarifa a ser praticada pela CCR Metrô Bahia.

Creches –  O governo do Estado também deverá ceder terrenos para  a construção de escolas e creches onde o município achar conveniente. No próximo dia 30 de março, o governador lançará o Pacto Pela Educação, evento que contará com a presença de ACM Neto. Sobre os terrenos, Neto afirmou que a doação irá permitir a construção dos centros de educação infantil na cidade.

Fonte: Tribuna da Bahia



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