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Número de locomotivas fabricadas no país é o menor desde 2009; cenário pode piorar

A indústria ferroviária brasileira fabricou apenas 64 locomotivas no ano passado, pior desempenho desde 2009. É o que apontam dados estatísticos da Abifer (Associação Brasileira da Indústria Ferroviária), que indicam ainda uma perspectiva de piora neste ano.

O cenário de redução na produção nacional mostra quedas sucessivas desde 2015, quando foram fabricadas 129 locomotivas, maior volume já atingido no país. No ano seguinte, o total caiu para 109, até atingir 81 em 2017 e as 64 em 2018.

As consecutivas quedas têm impulsionado os pedidos do mercado para que as renovações das concessões ferroviárias sejam antecipadas e injetem fôlego -leia-se dinheiro novo- nas ferrovias. A expectativa é que ao menos R$ 25 bilhões sejam investidos nos próximos anos com as renovações antecipadas.

Além das locomotivas, o ano passado marcou também a redução na produção de vagões de cargas e crescimento zero na fabricação de carros de passageiros. Enquanto em 2017 foram feitos pela indústria 2.878 vagões, no ano passado o total caiu para 2.566.

Já em relação aos carros de passageiros, foram produzidos 312 em cada um dos anos.

Um estudo da CNT (Confederação Nacional do Transporte) apontou que o país apresentava produção insignificante de locomotivas no início do século. Entre 2001 e 2005, foram feitas só 15 máquinas no setor, que cresceu mesmo a partir de 2010.

Para 2019, as projeções da Abifer, com base nos pedidos feitos, apontam para a fabricação de somente 40 locomotivas, de 1.500 vagões de carga e de 135 carros de passageiros.

OCIOSIDADE

Com capacidade instalada para a produção de 1.200 carros de passageiros por ano, a planta industrial brasileira trabalhou com ociosidade de 75% em 2018.

A Abifer criou um projeto, chamado Plano 1.000, para tentar convencer os governos federal e estadual a investirem no setor, com a compra ou modernização de vagões.

Fundada há 41 anos, a entidade reúne fabricantes de locomotivas diesel-elétricas, vagões de carga, veículos rodoferroviários, metrô, VLTs (Veículos Leves sobre Trilhos) e monotrilhos, entre outros.

Fonte: Folha de S. Paulo



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