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Oficina de Divinópolis, da VLI, faz 400 reparos de trens por mês

Araguari_MG, 29 de abril de 2014
Corporativo / VLI
Producao de banco de imagens para a VLI, empresa de logistica que integra ferrovias, portos e terminais com ativos proprios e de terceiros.
Imagens produzidas na oficina de Divinópolis.
Foto: GUSTAVO ANDRADE / Divulgacao

Em um espaço de 55 mil metros quadrados, equivalente a seis campos de futebol, cerca de 600 pessoas trabalham no reparo mensal de 270 vagões e 160 locomotivas. Esses são os números da oficina de reparação e manutenção de trens de Divinópolis, em Minas Gerais, que atende a operação da FCA. A oficina, segundo a VLI, é considerada a maior da América da Latina para a revisão e manutenção de material rodante.

As locomotivas que chegam ao local podem passar por um dos três tipos de checagem: inspeção, revisão intermediária e revisão geral. Nos dois primeiros níveis, elas são direcionadas para os galpões de reparos leves com capacidade de receber até 15 unidades ao mesmo tempo. Na checagem geral, a locomotiva é direcionada para a área de reparo pesado. O procedimento completo dura, em média, 20 dias. A mesma divisão aplica-se aos vagões que recebem reparos leves ou pesados a partir dos resultados das inspeções regulares.

A unidade de Divinópolis também funciona como um celeiro de formação de mão de obra, valorizando os programas de porta de entrada, como o Jovem Aprendiz e o estágio, que têm parcerias com SENAI e outras escolas técnicas.

A FCA é uma das ferrovias brasileiras com a maior frota total de locomotivas e vagões. Segundo levantamento mais recente feito pela Revista Ferroviária, a FCA conta com 798 máquinas (sendo 189 inativas e 609 ativas) – só perdendo em número para Rumo e MRS. Já de vagões, são 23.484 unidades – o que coloca a ferrovia em segundo lugar na comparação com outras malhas.

Seguem algumas curiosidades sobre a operação da oficina:

  1. A revisão intermediária de uma locomotiva dura cerca de 5 dias;
  2. A cada 2 ou 3 anos, os vagões passam por uma inspeção completa;
  3. Além de locomotivas e vagões, uma série de máquinas utilizadas na manutenção da própria ferrovia recebe inspeções e reparos no local;
  4. No laboratório são feitas cerca de 300 análises de óleo e água das locomotivas. Dessa forma é possível prevenir problemas nos motores;
  5. A oficina foi fundada em 1916 e mesmo após diversas reformas, há prédios preservados na unidade. Eles abrigam auditório e o Centro de Especialização e Desenvolvimento (CED);
  6. O CED atua como um núcleo de formação para empregados que atuam nas ferrovias, nos terminais e nos portos. Entre 2012 e 2017, quase 14 mil qualificações foram ofertadas no local.
  7. A oficina mantém em funcionamento uma sirene, considerada como um relógio dessa região da cidade. Antes, o equipamento orientava os profissionais no trabalho. Hoje, ela funciona a pedido da comunidade local e é acionada dez vezes por dia (6h30, 6h45, 6h55, 7h00, 10h55, 11h 12h15, 12h30 16h55, 17h).

Fonte: Revista Ferroviária



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