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Para atender a demanda do País é preciso 52 mil quilômetros de ferrovia

As ferrovias são a grande aposta do momento para a melhoria da logística de transportes no País. Hoje, apesar de terem apenas 29 mil quilômetros de extensão, as ferrovias de cargas movimentam 25% de todas as riquezas que circulam pelo Brasil, e o modal rodoviário responde por 58% da matriz de transportes. Com a produção recorde de soja, que neste ano chegou a 185 milhões de toneladas, fica evidente a urgência de maiores investimentos em ferrovias. É praticamente inconcebível que a soja, por exemplo, percorra mais de mil quilômetros de extensão em carretas e bitrens lotados, da propriedade do agricultor até o porto.

“Para otimizar o transporte, essa movimentação deveria ser feita de trem. Uma única composição composta por 100 vagões graneleiros carregados de 27 toneladas retira de circulação das estradas cerca de 357 caminhões graneleiros de 28 toneladas. E o transporte por ferrovia é mais seguro e ecologicamente sustentável. A emissão de gases poluentes como dióxido de carbono (CO2) pelos trens de carga é 75% inferior ao liberado pelos caminhões”, diz Rodrigo Vilaça, presidente-executivo da Associação Nacional dos Transportadores Ferroviários (ANTF).

Segundo o executivo, um dos principais gargalos do transporte de cargas é a extensão da malha ferroviária nacional, que possui pouco mais de 28 mil km de extensão. Para atender a demanda atual são necessários 52 mil quilômetros (km) de extensão. Os Estados Unidos têm 280 mil quilômetros de ferrovia. “Muito antes da expansão da malha, é preciso resolver outras questões como as passagens em nível urbanas, ou seja, os cruzamentos entre as ferrovias e as rodovias e estradas. Hoje existem mais de 1.856 destes cruzamentos no País, dos quais 279 são considerados críticos. Além disso, há pelo menos 355 invasões em faixas de domínio – problemas que causam prejuízos ao sistema, pois obrigam os trens a reduzir bruscamente a velocidade, em geral de 40 quilômetros por hora para 10 quilômetros por hora ou até mesmo 5 quilômetros por hora.”

Investimentos

Ao longo dos 16 anos de concessão, as concessionárias de ferrovias investiram mais de R$ 30 bilhões na modernização da malha, na compra de material rodante, na aquisição de novos sistemas e na correção de falhas na malha. As ferrovias estão permanentemente investindo na modernização e desenvolvimento tecnológico do seu material rodante – locomotivas e vagões – e sistemas que visam aperfeiçoar as operações e reduzir o impacto à natureza.

Exemplo disso, são os vagões fabricados com materiais ecologicamente sustentáveis e as locomotivas equipadas com computador de bordo, rastreador via satélite, alarmes de alerta e sistema de comunicação por meio de rádio, e Sistema de Posicionamento Global (GPS). Entre as tecnologias implantadas pelas ferrovias estão o novo Centro de Controle Operacional (CCO) construído na empresa MRS Logística, os computadores de bordo adotados nas locomotivas da América Latina Logística (ALL), os sistemas de sinalização ativa implantados pela Ferrovia Tereza Cristina (FTC) e o mapeamento 3D via escaneamento a laser utilizados pela Vale.

Fonte: DCI/ABIFER



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