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Downey deixa Vale dia 30 e diretoria de fertilizantes deve ser incorporada

A Vale confirmou ontem a saída, no fim deste mês, do diretor-executivo de fertilizantes e carvão, Roger Downey. O executivo, que deixa a Vale por decisão pessoal, fica no cargo até o dia 30 e a tendência é que a diretoria que ele ocupa termine incorporada por outra área dentro da mineradora, disseram fontes. Na sexta-feira, o diretor-executivo de logística, Humberto Freitas, havia deixado a empresa por aposentadoria e sua área também deve ser incorporada por outra diretoria. A saída dos dois executivos coincide com a expectativa de reorganização na estrutura corporativa da Vale na gestão de Fabio Schvartsman, que assumiu a presidência da companhia em maio. Na estrutura da Vale, há ainda quatro diretorias-executivas a cargo de Peter Poppinga (ferrosos e estratégia), Jennifer Maki (metais básicos), Luciano Siani Pires (finanças) e Clóvis Torres (sustentabilidade e recursos humanos). Schvartsman levou Juarez Saliba, que há havia trabalhado na Vale, para assessorá-lo na presidência.

No fim de maio, em encontro com analistas, Schvartsman informou que criou um grupo de trabalho para entender a estratégia prévia da companhia e a performance das diferentes unidades de negócios. O diagnóstico desse grupo de trabalho deve ser divulgado em 60 dias, a contar do fim de maio, e será chave para determinar a estratégia futura da companhia. Há expectativa no mercado em relação ao caminho a ser seguido pela Vale em termos de negócios e também sobre a possível reorganização interna na estrutura corporativa.

Eventuais mudanças na estrutura corporativa da Vale deverão refletir a busca por melhorias na governança da mineradora. Esse processo tende a se aprofundar a partir da unificação de ações da Vale em uma classe única de ações (ordinárias) em um processo que vai se iniciar no dia 27 deste mês com uma assembleia geral extraordinária (AGE), no Rio.

No mercado, a saída de Downey não causou surpresa. A Vale já havia vendido as principais operações de carvão, na Austrália, e o projeto de carvão de Moçambique está implantado. A Vale vendeu parte desse projeto para a japonesa Mitsui e o mercado ainda aguarda a conclusão de um financiamento bilionário para o empreendimento em Moçambique, operação da qual participam vários bancos multilaterais.

Nos fertilizantes, a Vale vendeu a maior parte de seus ativos para a americana Mosaic. Downey já havia dado sinais, segundo fontes, de que estaria disposto a deixar a Vale. Antes da empresa, o executivo passou pela MMX, de Eike Batista.

Fonte: Valor Econômico

 



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