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8º Congresso dos Ferroviários e Metroviários da Bahia e Sergipe marca participação, qualidade de debates e fortalecimento da categoria

8º Congresso dos Ferroviários e Metroviários da Bahia e Sergipe marca participação, qualidade de debates e fortalecimento da categoria

O 8º Congresso dos Ferroviários e Metroviários dos Estados da Bahia e Sergipe ficará marcado pela alegria, leveza, ampla participação e pelo alto nível do conteúdo apresentado. O evento contou com palestras de excelência sobre temas centrais para os trabalhadores e para toda a categoria metroferroviária.

Durante o encontro, foram debatidos assuntos como direito do trabalho, conjuntura atual, precarização das relações de trabalho, mobilização sindical e logística ferroviária. Mais uma vez, merece destaque a expressiva participação das mulheres, atuando de forma ativa nos debates.

Realizado no CTL – Centro de Treinamento de Líderes, em Salvador-BA, o congresso reuniu cerca de 200 pessoas, entre delegados(as), conferencistas, convidados(as) e profissionais da imprensa. O tema central foi “O futuro do Brasil passa pela ampliação das ferrovias”.
A chapa “Consolidar a luta e a resistência”, encabeçada pelo Coordenador Geral, Paulino Moura, foi reeleita para um novo mandato de três anos.

19/12 – Abertura do Congresso

No primeiro dia, o presidente da Comissão Organizadora, Jaconias dos Santos Pereira, compôs a mesa de abertura com Jerônimo Netto (Coordenador Geral da FITF/CNTT/CUT), Valmir de Lemos (Presidente do Sindicato dos Trabalhadores Ferroviários da Zona Central do Brasil), Paulino Moura (Coordenador Geral do SINDIFERRO), Leninha Valente (Presidente da CUT-BA), Luís Carlos (Sindicato dos Ferroviários de Pernambuco), Roberval Placce (Sindicato Ferroviário de Bauru e Mato Grosso), Acácia Maria (ferroviária pensionista) e Paulo Riela (membro do diretório do PT-BA).

Todos os convidados fizeram uso da palavra, destacando a importância do congresso e da luta da categoria.

20/12 – Dia de palestras

O segundo dia foi dedicado a debates fundamentais para a compreensão do cenário político, econômico e social, permitindo que a categoria tenha melhores condições de análise e tomada de decisões.

O primeiro palestrante foi Markus Sokol, com o tema “Conjuntura Nacional e Internacional”. Em sua fala, defendeu a democracia e abordou temas como a isenção do Imposto de Renda para quem ganha até cinco mil reais, a taxação dos super-ricos e destacou a postura do presidente Lula diante dos setores mais poderosos do país. Ao final, respondeu às intervenções dos delegados e delegadas.

Na sequência, a engenheira civil Lúcia Maria Mendonça, coordenadora do Setorial Nacional de Logística, Transportes e Mobilidade Urbana do PT, apresentou uma análise sobre o sistema metroferroviário nacional. Defendeu a gestão pública do transporte sobre trilhos, abordou aspectos socioeconômicos ligados à desigualdade de renda e ressaltou que mobilidade é inclusão social, política e ambiental, além da necessidade de um sistema mais sustentável e acessível.

O debate sobre o resgate do transporte ferroviário de passageiros ficou a cargo de Afonso Carneiro Filho, também integrante do setorial nacional do PT. Com mais de 30 anos de experiência, fez uma análise crítica do modelo de concessões adotado desde os anos 1990 e apresentou alternativas para fortalecer o transporte ferroviário. Destacou projetos de trens turísticos e um projeto ferroviário integrando capitais do Nordeste, com foco em turismo e hospedagem sobre trilhos.

Encerrando o dia, Dr. Herbert Moura, especialista em Direito do Trabalho e advogado do SINDIFERRO e da FITF, apresentou detalhes da Carta do SINDIFERRO, construída por ele e com suportes de Paulino Moura, Manoel Cunha e Jerônimo Netto. Na intervenção, mostrou como chamou atenção do campo político para que a prorrogação antecipada do contrato de concessão da FCA/VLI virasse realidade, mesmo após a Resolução nº 4.131 da ANTT, que autorizava a devolução de trechos ferroviários à União.

A luta do SINDIFERRO E DA FITF garantiu a manutenção de cerca de 700 postos de trabalho nos estados da Bahia e Sergipe.

Sempre engajado nas causas metroferroviárias da Bahia, o deputado estadual, Robinson Almeida (PT) elogiou o evento e destacou temas relevantes, como Isenção do Imposto de Renda para quem ganha até 5 mil reais, Taxação dos Super-ricos e o projeto do VLT de Salvador, além de reforçar a importância da reeleição do presidente Lula.

21/12 – Prestação de contas e Eleição (Triênio 2025–2028)

O último dia do congresso, domingo, 21 de dezembro de 2025, data que marcou também os 42 anos do SINDIFERRO, teve início com a apresentação da prestação de contas.

Em cumprimento ao estatuto, o diretor administrativo e financeiro Manoel Cunha, acompanhado das contadoras Lilian Lopes e Patrícia Cristina, bem como o assistente contábil, Marcelo Santos, apresentou de forma detalhada a movimentação financeira do sindicato, esclarecendo todo o processo de comprovação dos recursos.

Em seguida, os membros do Conselho Fiscal – João Matos, Helder Ferreira e Jorge Bonfim – leram o parecer, indicando a aprovação das contas até 20 de dezembro de 2025. A prestação de contas do exercício 2025 foi colocada em votação e aprovada por unanimidade.
Também foram aprovados a proposta orçamentária para 2026 e o Plano de Ação e Lutas do SINDIFERRO para o próximo mandato.

Na sequência, foi realizada a eleição da nova diretoria. De forma unânime, a chapa “Consolidar a luta e a resistência”, encabeçada por Paulino Moura, foi reeleita pelas delegadas e delegados do 8º Congresso Interestadual. Funcionário da FCA/VLI, o Coordenador Geral terá que conduzir o SINDIFERRO pelos próximos 3 anos.

Durante seu discurso de posse, Paulino Moura exaltou a importância do 8º Congresso: “Este é um espaço fundamental para discutirmos o que fomos, onde estamos e para onde queremos ir. Vivemos uma conjuntura de profundas transformações e de pressão do imperialismo contra a soberania nacional, especialmente na América Latina, atacando o princípio da autodeterminação dos povos. Diante disso, é preciso organizar resistência contra essa ofensiva.

Também foi importante destacar aqui temas como novas tecnologias, mudanças climáticas, guerras, genocídios e os constantes ataques aos direitos dos trabalhadores, além dos desafios relacionados à renovação das concessões ferroviárias. O SINDIFERRO, junto com a FITF/CNTTL/CUT, continuará exercendo um papel ativo em todas essas demandas. Seguiremos participando do debate nacional sobre os desafios do transporte ferroviário, sempre em defesa das reivindicações dos trabalhadores.”

O coordenador geral reeleito também homenageou cada trabalhador e trabalhadora ferroviária, reafirmando que sem a força de trabalho não há desenvolvimento possível, e que, sem as organizações da classe trabalhadora, não há resistência contra o capital.

Por fim, agradeceu a todas as delegadas e delegados do 8º Congresso pela confiança em conceder mais três anos de mandato à frente de uma entidade com 42 anos de história.

 

 



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